quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

CARTA Nº 01

Olá,

Eu acreditava em tantas coisas! Acreditava que minha infância seria eterna, que as brincadeiras seriam eternas, que as cores e sensações seriam eternas, que a despreocupação seria eterna. Daí, sem perceber, estava correndo pra pegar o onibus, trabalhando em lugares distantes de mim, me preocupando a todo tempo, ganhando uma gastrite! Foi aí que parei. Respirei. Nessa curta pausa reconheci-o. Ele estava lá e eu nem tinha percebido. Me vendo correr e passar e gritar e... Foi muito estranho! Lá estava ele me olhando de vários ângulos, da maneira como as crianças olham o mundo... Talvez tivesse sido a primeira vez que alguém realmente me olhou! Imagine, quando vc não tem tempo pra si, você acaba com sua boa estima e então se acaba... Foi tão importante aqueles dias de outubro. Depois do olhar vem a aproximação, depois a tentativa do toque, e finalmente o toque! No coração.
Sensibilidade, tesão, descontrole, emoções...E foi-se a infância! Mas e daí!?! Era tão bom dormir de conchinha, rossar o meu pé no dele, assistir tv e rir de algo bem estúpido...Andar domingo a tarde e ouvir sei lá um R&B, música de preto...Essa era boa!
O mais simples sempre o mais maravilhoso. O menor, sempre o maior! Nos pequenos detalhes de delicadeza é que estava o amor. AMOR esse que entendo melhor agora... depois de um ano! Mesmo sabendo que seja apenas de minha parte assumo: eu amei de verdade e ainda amo. Não tenho vergonha, escondi tantas vezes, me ocupei pra tentar esquecer...Adiantou alguns dias, mas... Acredito que nessa vida deve-se tomar algumas atitudes. Se odeia: odeie! Se ama: ame! Assumir responsabilidades como amar alguém é melhor que esconder e se debater...sufocar algo que só mais tarde explodirá numa depressão...
Eu assumo: amo! E vc?

Bjs amiga e se cuide...

Aline

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